A retórica reacionária

Nos dias que correm, não é raro ouvir a pregação reacionária contra toda e qualquer tentativa de mudança. Contra a liberalização dos costumes, contra a ampliação dos direitos das minorias, contra a tolerância religiosa e/ou política, levantam-se as vozes da reação que bradam seus credos em tom elevado e dissonante. Não querem mudanças nem diferenças! Longe de argumentar de modo apropriado em benefício do que defendem, pregam o não às aspirações transformadoras atribuindo-se-lhes toda sorte de degeneração dos “valores sagrados” que cultuam.

Albert O. Hirschman denominou essa pregação de “retórica reacionária” (ou “retórica da intransigência”, na opção do editor brasileiro) e examinou os seus principais argumentos num pequeno livro precioso. Tendo como marco histórico a Revolução Francesa, talvez a iniciativa mais ousada do Ocidente, no sentido da mudança, o autor busca dissecar os pressupostos mais importantes do pensamento conservador, em sua batalha incansável contra toda e qualquer tentativa de transformação…

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